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Economia hiperlocal: como isso pode ajudar o nosso distrito

No ano de 2019, um dos grandes temas abordados no Fórum Econômico Mundial foi a Globalização 4.0, que levaria os contratos público-privado para um outro patamar. No entanto, apesar do processo de globalização parecer entrar em uma nova versão ainda mais conectada, muita gente tem colocado foco e energia no estudo de um cenário menos amplo e mais minimalista: o da economia hiper local.

Nunca ouviu falar sobre economia hiper local? Não faz ideia de como isso pode impactar a vida de quem mora em cidades como Mariana? Então vem com a gente que iremos explicar.

O que é economia hiper local?

Vamos partir do começo, explicando o que, afinal, é economia hiper local.

Esse termo diz respeito àquele grupo de atividades econômicas que funcionam em uma área bastante pequena. Pequena o suficiente para que a população mais próxima aproveite do que existe por ali apenas com o deslocamento a pé.

Paradarias são excelentes negócios para figurar na frente da economia hiper local

Ou seja: se em apenas um ponto da cidade você consegue fazer suas compras, cortar o cabelo, arrumar alguns materiais de construção e ainda se divertir sem precisar de um carro para se deslocar de um lado para outro, estamos falando de um local com fortes chances de ter uma economia hiper local.

Quais tipos de negócio andam melhor no cenário local

De maneira geral, tudo que pode ser produzido, vendido e consumido na mesma região, anda bem em uma economia hiper local.

Padarias, escolas, pedreiros, marceneiros, pintores, serviços médicos, academias, oficinas mecânicas, lojas de artesanato e vendas de hortifruti são bons exemplos por aqui.

Quanto maior for o leque de opções de segmentos de empresas em um local, e o consumo da comunidade por ali, maior também será a circulação financeira dentro daquele ambiente, fazendo com a região se torne mais forte economicamente até mesmo em períodos de crise.  

Testando projetos de economia hiper local em Mariana

Ainda que Mariana não seja uma cidade de grande porte — hoje sua população gira em torno de 60 mil habitantes — e o deslocamento a pé entre bairros seja bastante possível na maior parte dos casos, em tempos do COVID-19 o espaço geográfico ideal para se testar um projeto hiper local tende a ser menor do que em outros momentos. Por isso, é possível ter um sistema desse tipo em cada bairro e distrito marianense, desde que o ambiente seja propício para tal. 

Passagem, por exemplo, seria um ótimo lugar para se pensar em economia hiper local pois conta com vários segmentos diferentes de empresas (indo da produção artística à startups), um bom tamanho geográfico, sendo grande o suficiente para comportar vários negócios e ao mesmo tempo reduzido para suportar o deslocamento a pé, além de contar com a separação física tanto de Mariana quanto de Ouro Preto, seu vizinho mais ao norte.

Aqui vão alguns exemplos de como fazer isso.

Moeda Social

Uma forma de impulsionar a economia hiper local é através da criação de moedas sociais

Segundo uma publicação do coletivo Fora do Eixo, a moeda social surge na economia solidária como alternativa ao escambo. Ela é considerada um instrumento de desenvolvimento local, destinada a beneficiar o mercado de trabalho dos grupos que participam da economia da localidade.

Moedas Sociais: um item conhecido dos eventos

Para quem acha essa ideia um pouco bizarra, basta lembrar que a moeda social é bastante utilizada em festivais de grande porte (como Lollapalooza e Rock in Rio) e até mesmo em eventos menores, como festas juninas, onde os participantes trocam seu dinheiro por fichas, que por sua vez são trocadas por alimentos das barracas participantes.

Ações de incentivo ao consumo local

Além de ações, como a do SEBRAE, que incentiva o consumo de bens e serviços de pequenos produtores locais, e a adoção de algumas práticas como o locavorismo — aquele hábito de consumir apenas alimentos produzidos próximos de onde você vive, dando preferência aos gêneros cultivados nas redondezas ou manufaturados por produtores locais —, algumas comunidades, como a de Port Alberni, do Canadá, tem se juntado para oferecer cupons de desconto para quem compra através da internet dos negócios locais do distrito.

E aí, gostou do nosso post? Curtiu a ideia da economia hiper local? Então conte pra gente o que você achou aqui nos comentários do blog e aproveite para seguir o site de Passagem de Mariana nas redes sociais.

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